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 Desenterrando Memórias.

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MensagemAssunto: Desenterrando Memórias.   Sab Fev 09, 2019 6:09 pm

O tempo na prisão parece passar bem mais devagar do que fora dela. Nos primeiros dias é fácil se empolgar e anotar a passagem de tempo, mas depois da primeira semana você só se deixa levar. Apesar de ser pacífico por se tratar de uma pequena prisão dentro dentro de um quartel, o isolamento pode deixar muitos soldados precisando de assistência psicológica depois do período de detenção.

Um assovio ecoa pelos corredores escuros do quartel quase que vazio, acompanhado com o som de chaves se batendo. Se trata de um ritmo de cowboy facilmente reconhecível - especialmente para um terráqueo como Frederick, que talvez já tenha assistido um clássico cult dos cinemas norte-americanos.



Quem o entoa logo se revela. O homem dá uma rápida piscadela para o soldado - não maliciosa, mas que indica malandragem - e pacientemente procura a chave dentre o molho para destrancar a pesada fechadura.

Dramaticamente, ele entoa a última nota da música conforme abre a porta. O som, consideravelmente afinado, é acompanhado pelo alto ranger dos metais antigos que sustentam aquela estrutura que vinha encarcerando Frederick pelo último mês.

No caso de prisões disciplinares, o detento sai apenas para banhar-se e para realizar serviços comunitários para o quartel aonde trabalha, e tudo isso acompanhado por um oficial. No caso, porém, o homem que o libertou não disse uma palavra sequer e tampouco deu uma ordem. Apenas voltou a assoviar o mesmo ritmo grudento enquanto caminhava de volta para o local de onde veio. Seu rosto também não é conhecido pelo terráqueo, mas não deixa de parecer simpático.



Última edição por SIDA em Sab Fev 09, 2019 9:23 pm, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Sab Fev 09, 2019 7:52 pm

Conforme o tempo passava, ele não contava os dias riscando a parede ou amontoando baratas no fundo da sala. Ele simplesmente continuava a pensar. Sua mente fluia e transbordava planos para ajudar o seu irmão. Desta forma, os dias passavam mais rápidos do que o normal para um isolamento, assim como ele já sabia.
Se concentrar em coisas fúteis como a forma vagarosa que o tempo passa era inútil para um soldado fora de guerra.

Contudo, sua linha de raciocínio foi cortada com o assovio que pareceu rasgar as teias de sua mente como se um tiroteiro estivesse passando por sua orelha. Assim como a piscadela o fez, mas de forma para ligar os neurônios e reiniciar sua postura militar.

— Senhor! — dizia ele, com postura, mas em um tom mediano. Era sério, levemente rouco e entonava respeito e certeza. Sua mão direita ia, com os dedos esticados, para a sua testa, cumprimentando o soldado que o soltou.

Achou, no entanto, que era mais de uma das voltas rotineiras. Mas, pela forma estranha e exótica do soldado que simplesmente deixou a porta aberta sem dizer palavras de ordem ou de permissão, admitiu que sua pena estava livre.
Com precaução, bateu o pó de seu casaco e em passos marchados foi até a porta. Esticou sua cabeça por ela, olhando para a esquerda e para direita, como se verificasse se houvesse carros para poder ultrapassar.

Vendo que o seu salvador sequer olhou para trás, simplesmente o seguiu em uma distância respeitável para um ex-detento militar.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Sab Fev 09, 2019 9:43 pm

Frederick vê-se no mesmo quartel em que foi preso, mas ele está bastante vazio. Não é o mesmo no qual ele servia, afinal a ideia é privá-lo por alguns momentos de seu contato com o exterior para que lembre-se de suas obrigações. Claro, não é mal-tratado, afinal a prisão disciplinar é como ter um monte de soldados de maior posto caçoando de sua situação e não de fato de ensinar uma lição.

Aquele, porém, não é conhecido e tampouco traja roupas daquele batalhão e tampouco um símbolo da Aliança em seu uniforme. Apesar disso, as poucas pessoas que passam por ele não o interrompem e parecem até mesmo evitar olhá-lo diretamente. Concentram-se muito mais em Frederick, e aquelas que caminham acompanhadas sussurram sobre a libertação do prisioneiro.

Ao chegar numa sala mais bem iluminada, o soldado que continua assoviando o mesmo ritmo dá a volta em uma mesa semicircular e senta-se confortavelmente na cadeira revestida em couro. Ainda sem dizer uma palavra, desliza seus dedos por uma mesa e logo um teclado de HUD aparece em sua frente. Após uma senha, um monitor holográfico surge também.

Atrás dele, um painel digital exibe a hora e a data. É início de tarde em Gradopolis, sede da Aliança, e a data é uma semana antes do previsto para a liberação de Frederick.

E ae. — Ele diz entre uma tragada e outra em seu cigarro, sem fazer questão de baforar a fumaça longe do rosto do soldado. — Tá tudo beleza?
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Dom Fev 10, 2019 8:30 am

Acompanhava sem nunca tirar os olhos do seu "acompanhante". Não ligava para o que os outros falavam, pois já sabia o que iriam falar. Se importar com o já dito é besteira.

Manteve-se um pouco no início da mesa, vendo o monitor holográfico de longe – e se protegendo das baforadas.

— Tudo sim, senhor! — dizia ele, com a mesma entonação de antes: respeitosa e de volume mediano. Não eram os berros que se ouviam do pátio do quartel que os soldados gritavam aos cabos. Era apenas uma fala tão presente, que poderia arrepiar os mais novos soldados e aspirantes.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Dom Fev 10, 2019 2:08 pm

O painel de HUD exibe a ficha de Frederick, e o homem que o libertou parece alterá-la. Um soldado comum, porém, não têm autorização para tal e ele definitivamente não está vestido como um comandante, tampouco se comporta como um.

Ele imediatamente revira os olhos com a resposta tão formal, não escondendo a insatisfação em ouvi-la. Ao mesmo tempo que termina seu trabalho e encerra a operação do painel holográfico, levanta-se da cadeira e finalmente fica frente a frente com Frederick.

"Descansar", caralho. É isso que você quer ouvir? Chato pra boné. — Resmunga enquanto apaga seu cigarro na mesa de alumínio e lança a bituca para longe, sem se importar com a higiene. — Continuar assim eu te coloco lá dentro de novo. Agora vem cá, tá afim de ser útil ou nem? Você ainda têm interesse em defender a Aliança e tudo mais ou só tava no ramo pra comer umas xoxota? Não se preocupe, esse é exatamente o meu caso.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Dom Fev 10, 2019 10:05 pm

Após obedecer a ordem de descansar, afastando uma perna para em seguida afastar a outra enquanto guardava os braços para atrás e depois deu uma leve batida contra o casaco se posicionar normal. Seus braços agora estavam jogados juntamente ao seu corpo, que por sua vez claramente estava diferente, já que sua postura não estava forçada.

— Desculpe, senhor, reconheci de início que o senhor não era convencional. Mas, para quem a recém saiu de uma prisão disciplinar, acho arriscado agir contra o código militar — disse ele, logo que a reclamação iniciou. Em seguida ouviu a ameaça de voltar às celas e seus olhos corresponderam imediata e naturalmente; pois brilharam em aparente ódio.

Por fim, ouviu a pergunta sobre defender a Aliança e sua coluna endireitou-se, mas os braços continuaram igual. Era claro o desconforto com aquela situação, mas acho que é desconfortante para qualquer um se a sua índole é indagada.

— Sim, senhor, meu interesse foi a Aliança e não o cargo para outros prazeres. Se meu interesse não fosse o exército, eu não estaria aqui, estaria com a minha família, senhor! — disse ele, terminando com a entonação que havia usado anteriormente.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Dom Fev 10, 2019 10:16 pm

Aquele que conversa com Frederick têm como único registro de identidade o nome "Buck" bordado em sua roupa em letras pequenas. É conhecido pelo africano que muitos soldados humanos, por costume, são conhecidos por alcunhas ou apelidos ganhos geralmente por feitos ou traços de personalidade. No caso de Buck, parecia corresponder a segunda opção.

Ele não contém uma intensa gargalhada que só chama mais atenção para a dupla. Os poucos soldados que entram e saem, que por muitas vezes podem ter acompanhado Frederick em seu serviço obrigatório para o quartel, observam a cena calados e com uma expressão de estranheza. Talvez pela soltura antecipada.

Cê é engraçado pra cacete. Mas tá bom, eu já consegui o material que eu preciso e ninguém mais vai encher o meu saco. — Ele diz enquanto pressiona um pequeno botão num dispositivo preso ao seu cinto que gravou aquela curta conversa. — É isso aí então, parceiro: tá livre. Vai fazer o que agora?
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Dom Fev 10, 2019 10:27 pm

Ele ouvia as falas com um leve sorriso.

— Não faço ideia, senhor — começava ele a responder — da última vez que saí por um tempo, voltei e fui direto para a prisão... Então, acho que vou ficar por perto desta vez — ele terminava com um leve sorriso de canto. Sabia que o soldado a sua frente iria gostar de tal atitude, mesmo que ela não fosse nada ousada ou algo do tipo; apenas o jeito debochado e irônico de falar que vai obedecer o que tiver já parecia o bastante.

Contudo, o homem não era seu tipo, tanto para parceiro amigável quanto sexual. Desta forma, ficou apenas quieto para poder ser liberado de vez, quando o homem saísse.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Dom Fev 10, 2019 10:35 pm

Eu sugiro que não mantenha muito contato com a galerinha militar. Tipo, nada de sair falando no grupão do zap dos soldados patriotas e tal. — Enquanto fala, pega outro cigarro em um pequeno bolso de seu colete e leva a boca. A partir daí suas palavras saem um pouco difíceis de entender. — Tu não devia estar solto, só está porque eu botei o pau na mesa aqui. Se muita gente começar a me encher o saco eu não vou ter muito o que fazer.

Ele caminha alguns passos enquanto acende seu cigarro e chega a um pequeno armário. Então o abre e apanha um saco plástico que contem as roupas e possíveis acessórios que Frederick utilizava antes de ser preso, todos bem organizados e prontos para serem usados.

Esse aqui é o seu pano, não deve passar uma boa impressão andar por aí com roupa de presidiário. Dá um rolê por aí, come umas precheca e enche a cara. Aproveita um dia aí que eu não sou nenhuma freira não, vou te dar ordens em troca da sua soltura antecipada. Amanhã eu te ligo e coloco essa bunda preta pra trabalhar.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Dom Fev 10, 2019 10:41 pm

Ele estranhou o motivo de todo aquele alarde. Pareceu sério demais dizer que devia ficar excluso do social, mas, não deu tanta bola quanto deveria realmente. Apenas acatou as sugestões e segurou suas roupas.

— Sim, senhor. Aproveitarei o dia e esperarei pelo chamado — disse, com as roupas em mãos enquanto inclinava o corpo levemente em respeito.

Então, sem mais delongas, se o homem não fosse aparentar falar mais, iria ir dando alguns passos para fora até sentir total permissão de continuar. Assim indo em direção de seu dormitório para se trocar.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Dom Fev 10, 2019 10:47 pm

Buck não fez mais nada além de deixar o local, restando apenas a fumaça do cigarro e os olhares tortos em sua direção. É claro que poucos além dele mesmo gostam de sua figura, mas ele parece aproveitar toda aquela atenção para si independentemente da presença ou falta de admiração.

Os quarteis estão mais vazios do que o habitual, e os poucos presentes parecem ostentar posições mais altas. Poucos novatos estão trabalhando, e o motivo provavelmente é o perigo eminente que os soldados - em especial os de Gradopolis, estão sofrendo com os ataques terroristas dos quais Frederick provavelmente ouviu falar enquanto no encarceramento. O status legal de ser membro de um batalhão cai por terra diante de uma situação de real perigo.

A pequena instalação conta com apenas dois dormitórios, um feminino e um masculino. Dentro desse quarto há três homens mas apenas dois estão acordados e conversam entre si de cantos distintos do dormitório. Conversa essa que parece cessar com a chegada de Frederick.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Dom Fev 10, 2019 10:50 pm

Ao chegar na porta, levou sua mão com os dedos esticados à sua testa em reverência aos soldados que ali descansavam.
Então, foi até sua cama que parecia ter sido usada até pouco tempo e arrumada apressadamente e jogou suas roupas ali. Tirou o seu macacão de prisioneiro e começou a por as suas calças, suéter e casaco.

Caso a conversa voltasse, iria tentar ouvir ela enquanto botava os sapatos de bico fino.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Dom Fev 10, 2019 10:56 pm

Há mais um burburinho após a entrada do soldado, mas ele não dura muito. Eles parecem discutir se devem ou não fazer algo, e um deles decide que é melhor ficarem na deles. De qualquer maneira, desconversam e iniciam um novo assunto. Dessa vez, esporte.

Um deles é uma espécime incomum: Huun - um anfíbio de aparência humanoide e, como a maior parte deles, carrega consigo um pequeno tanque de hidrogênio. O outro têm aparência idêntica a um humano de ascendência europeia, então é impossível definir se é um terráqueo ou um Kroyvisiano.

Pelas janelas do dormitório, é visível que o dia está claro e com o clima ameno. Gradopolis costuma ter uma temperatura agradável que só é atrapalhada pelos fortes ventos que as vezes resultam em chuvas perigosas, mas no geral é um lugar com ótima infraestrutura, digna da maior metrópole da galáxia.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Seg Fev 11, 2019 9:06 am

Contudo, enquanto botava os sapatos pensou consigo mesmo do motivo de ter q ser excluso social. Ele queria verificar se o preconceito era com a raça, ou com o fato de ser um ex-prisioneiro ou com qualquer outra coisa que ele sabia ter possibilidade, mas não sabia dizer o que de exato. Sendo assim, ele puxou papo.

— Como está a divisão de futebol, senhores? — dizia ele, sorrindo de canto, sabendo que iria atrapalhar a conversa. Falava respeitosamente, ainda assim. Havia a recém saído d'uma prisão disciplinar e por isto não sabia as questões de sua patente e muito menos das deles, então continuava respeitoso, mesmo falando informalmente.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Seg Fev 11, 2019 2:42 pm

Eles se entreolham por um instante diante da pergunta, mas a hesitação não parece indicar exclusão de maneira alguma. Na verdade, o olhar de ambos parece estar mais próximo a uma expressão de medo e angústia.

Quem toma a frente para respondê-lo é o anfíbio, que com seu corpo cartilaginoso chega a se assemelhar com uma truta humanoide.

— Os Iormashianos receberam um puta investimento e o time deles tá liderando um campeonato, por mais que a maior parte dos atletas sejam de outras raças. O que importa agora é grana, ninguém mais tá nem ai pra representar os times da própria raça. — Apesar da fala tranquila, ele ainda parece um pouco receoso.

— E quanto a você. — Toma a frente o terráqueo, que por algum motivo parece identificar a situação com o assunto. — Luta pra defender os interesses humanos ou também lutaria pelos aliens?
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Seg Fev 11, 2019 3:03 pm

Ele sorria em respeito e agradecimento a resposta. Contudo, ficava desanimado ao ver que o patriotismo se rendeu de vez à guerra contra o capital.

— Ah... É uma pe- — tentava dizer, antes do seu aparente compatriota tomar a frente da fala. Desta forma, permaneceu quieto escutando.

Após a fala, ele se levantou, encarando o seu – agora considerado — ex-compatriota de cima para baixo.

— Primeiramente, senhor, eu luto para defender os interesses da Aliança que é justamente acabar com estas categorias divergentes que o senhor acabou de citar. Mas, antes que eu me irrite de verdade: porque pergunta? Já não é a primeira vez que me perguntam isto, aconteceu algo que não estou sabendo, é isso? — falava ele, irritando-se cada vez mais a cada palavra proferida.

Ele odiava, de toda forma, pessoas grossas e preconceituosas. Não admitia estar sendo indagado de forma tão repentina e informal por um desconhecido. Como havia mostrado antes, odiava ter sua índole questionada e já havia sofrido preconceito o bastante durante a sua vida.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Seg Fev 11, 2019 3:45 pm

O homem, apesar de menor do que Frederick, não recua diante do tom mais sério do soldado. Na verdade, ele pode ver por sua pupila trêmula que seus ânimos estão elevados e provavelmente explodiriam se o companheiro de quartel não intervisse na desavença.

— Ele tá puto com você, assim como a maior parte desse quartel. É porquê você agora pode ser putinha da Aliança. — Disse o Huun, afastando o colega e o tratando com franqueza. — O homem que te libertou é uma Sombra. Você não deve saber disso porque ainda é um cabo e esteve enclausurado por um tempo, mas a existência deles sempre foi teorizada e confirmada nos últimos dias.

O humano se afasta dali, ainda olhando torto para Frederick. Saber que ele provavelmente desconhecia essa informação é um pouco reconfortante, mas a resposta do africano ainda o perturba.

— Aquele homem não tem senso de justiça. — Desabafa o terráqueo enquanto se afasta e apanha seu equipamento, ameaçando deixar o quartel e consequentemente a discussão. — Têm direito a passar por cima de tudo e de todos e só faz o serviço sujo da Aliança sem questionar. Se te libertou é porque quer que você faça o mesmo.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Seg Fev 11, 2019 4:22 pm

— E ser a "putinha" da Aliança deixa vocês no direito de se dirigir à mim de qualquer jeito? Pregam respeito e me entregam intolerância! — sua raiva aumentava. Mas, de súbito, desaparecia.

— Não sei de nada mesmo e me desculpe por corresponder à sua impulsão — dizia, com uma raiva que iria desaparecendo rapidamente. Em seguida, abaixava sua cabeça e descansou os ombros, ficando um pouco corcunda.

Como de costume, não gostava de entrar no mesmo nível de quem o prejudicava. Então em pouco tempo recuperou sua postura – ao menos um pouco dela – e continuou a falar. Agora tentava entender o acontecido de verdade, e não envergonhar ou descontar a raiva no rapaz.
Em um suspiro, reiniciou sua fala:

— Se vocês me puderem me ajudar a entender melhor, eu agradeceria. Tenho pouco em minha mente sobre estas teorias, sempre as ignorei por não achar importante para meu pensamento — ele esticava a palma de sua mão aberta, pedindo para que seu compatriota esperasse — Pode esperar, por favor? Vamos fazer as pazes, haha! — seu sorriso branco aparecia pela primeira vez. Era genuíno sua tentativa. Não gostava de ficar mal com as pessoas, pois isto contribuía com o preconceito que já sofria.

Ele então ia até seu armário pegar a sua pistola que havia lembrado durante esta conversa. Esperava as respostas enquanto digitava a senha.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Seg Fev 11, 2019 8:04 pm

O Huun dá de ombros com a atitude raivosa de Frederick, sabendo que sua ira não era destinada a ele. Pela regra de "quem não deve não teme", ele apenas ergue-se sobre uma cama e apenas recosta-se nesta para respondê-lo.

— Eu não me importo de você ser uma putinha da Aliança, eu mesmo seria uma se me convidassem. Sério mesmo, dizem que esses caras ganham uma baita grana pra fazer qualquer coisinha contanto que sejam habilidosos e fiquem de boca fechada. Além do mais, se alguém tá com preço na cabeça é porquê fez merda... não é?

Sua pergunta é quase que retórica e feita apenas para tentar justificar sua falta de ética, mas uma resposta de Frederick não cairia mal... ainda mais se apoiasse suas ideias.

O outro humano, que já quase deixava o quartel, volta atrás ao ouvir o que o leonês têm a dizer. Ele convence-se de que ele de fato não sabe no que se meteu e, por isso, sente-se no dever de alertá-lo. Como um bom patriota, quer ajudar alguém da mesma raça.

— As Sombras são soldados especiais que realizam operações negras para a Aliança. Fazem tudo sem questionar e fecham os olhos e a boca pra qualquer sujeira que precisem acobertar pros aliens. Eu sou um soldado da Aliança, porra, mas eu estou aqui defendendo as pessoas e não os burocratas. Não entendo como alguém como o homem que te libertou ou essa sardinha ai pode atirar em qualquer um que peçam sem sequer saber a história desse homem ou o motivo de ter que fazer aquilo.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Seg Fev 11, 2019 8:15 pm

— Ah, entendo... — dizia, repetidamente, para cada coisa que era dita para ele.

Então, após abrir o armário e pegar sua Hemeor e por em sua bainha, olhou para os dois e disse, com uma certa ironia e um sorriso no rosto:

— É justo atirar sem saber tanto quanto com saber, afinal, se está ali, algum motivo tem que ter — começava ele, se ajeitando para também sair, deixando as roupas de prisioneiro para atrás — Mas, concordo contigo- — ele olhava para o terráqueo e então, para a próxima fala, intercalou olhares — Aliás, quais são seus nomes? — perguntava, repentinamente, antes que continuasse a falar.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Seg Fev 11, 2019 8:26 pm

O humano responde prontamente apontando pro símbolo no peitoral esquerdo, sobre o qual está bordado seu sobrenome. Este, por sua vez, combina com os traços marcantes de um latino no rosto, possivelmente de um mexicano.

— Eu sou o Lopez. Você é o Frederick, já ouvi falar. — De fato, Lopez não parece simpatizar muito com o leonês.

Talvez por ele ter essa marra de soldado certinho, sua opinião sobre alguém que foi preso por tanto tempo é automaticamente negativa.

O Huun, porém, tenta desvencilhar-se da pergunta por uns instantes, procurando esperar até que Frederick simplesmente a esqueça. Com o olhar sarcástico de Lopez, porém, ele revira os olhos e vê-se obrigado a respondê-la.

— Eu sou o Loli. É normal na minha raça termos nomes simples e de sílabas parecidas, porra. Esse merda aí quem me disse que têm outro significado na sua terra. Vocês também são tudo estranho.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Seg Fev 11, 2019 8:48 pm

— Prazer Lopez. É bom saber que não preciso mais me apresentar para a maioria, aparentemente, haha! — dizia, brincalhão. Estava tentando mudar o pensamento de ambos sobre sua persona. Não queria preconceitos, queria ser conhecido por ser ele mesmo e não pelas bocas dos outros.

— Loli? Não me lembra nada, não faço ideia do que é. Mas, também, me chamam de careta em muito lugar e não tive uma infância muito longa, haha! — dizia ele, falando novamente de forma brincalhona, mas que desta vez contrastava com um fato ligeiramente triste – já que, em uma galáxia infinita, histórias se tornam comum em um estalar de dedos.

Por fim, acompanhou Lopez até a porta; o que deu uma ideia para o Hunn sobre eles irem conversando no corredor. Talvez isto ajudasse ainda mais com seu preconceito ao ver que já estava falando com dois outros seres. Mas era muito mais provável que eles não aceitassem andar com ele; mesmo ele esperando companhia de verdade.

— Tá, continuando. Concordo contigo, Lopez. É bom saber o que estamos fazendo, mas acho que só dá para exigir isso de verdade quando estamos na mesa redonda; infelizmente — dizia ele, como um pai tentando dar um toque de realidade em seu filho inocente que estava com seus primeiros pensamentos rebeldes — Mas, chega dessa conversa chata. Me sinto a merda dos pais de vocês e nem me acho tão velho a ponto de fazer isso. Acho que fiquei tempo de mais com meus próprios pensamentos dando sermão um no outro, HAHA! — sua risada, desta vez, se torna mais exagerada e genuína. Havia sido uma piada muito engraçada para ele.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Seg Fev 11, 2019 10:11 pm

Loli parece triunfante ao levantar-se e empurrar seu colega. Não com força, mas apenas como um gesto brincalhão para com este. Ainda assim, carrega alguma agressividade no tom, comum para aquele tipo de pessoa.

— Eu sabia, porra! Esse papo de menininha fetichista foi só um papo seu pra me enganar, não é? Seu fodido. Lopez na minha terra significa cuzão, sabia?

— Acredite no que quiser. — Desvencilha-se o humano enquanto deixa o quartel. — Quero ver ir la pra Terra com essa sua identidade aí. Faz uma visitinha no Japão pra você ver como vai sair de lá, Loli.

Com a atitude de Frederick, o clima parece mais amigável. Ainda que um pouco desconfortável com a situação, Lopez parece ao menos dispor-se a conversar civilizadamente com o leonês dessa vez, deixando de lado apenas por um instante o dilema moral.

— Não se preocupa, eu só quero que os terráqueos se mantenham unidos, tá ligado? A gente não pode ficar dependendo dos aliens pra sempre. Temos que nos tornar uma potência nós mesmos, porque eu estudei bem e os livros dizem claramente que os extraterrestres nos temiam pela nossa experiência em guerras e habilidade militar antes. As armas que usam hoje são modelos aprimorados das nossas, caralho. Make Earth Great Again!

— Mas fala aí, Frederick. — Desconversou Loli, desinteressado em todo aquele papo fanático de seu companheiro. — O que vai fazer agora que está livre depois de quase um mês de encarceramento?
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Seg Fev 11, 2019 10:45 pm

Ele ria com o discurso e a amizade que estava crescendo. Já se sentia mais confortável com seus colegas e via que eles também se sentiam. Ficava contente em ver que suas atitudes se arrumaram antes de uma cagada enorme.

— Ah, como eu disse pro Buck também: vou tentar ficar por perto, né — ele começava a falar, dando umas risadas ao se lembrar da sua piada (que ele também achou ótima) — Da última vez que sai por um tempo, voltei direto pras grades; então nem vô arriscar! Haha!

Ele ia andando com eles, não sabia para onde eles estavam indo, só os acompanhava porque não tinha nenhum objetivo em mente.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   Ter Fev 12, 2019 12:44 am

Como de usual, Loli é quem mantém mais contato visual e interesse na conversa. Seu parceiro age um pouco estranho, sempre parecendo desconfortável e desconfiado. Não parece ser algo exclusivo com Frederick.

— É, acho que você tá certo. Mas aí, eu recomendo que você visite a família, namoradx, amigos, sei lá. Deve ser mó merda ficar esse tempo todo aí só comendo comida bosta e limpando banheiro, fala ai.

Eles rumam a garagem do batalhão que fica logo ao lado de sua saída e, por lá, aproximam-se de um veículo.

— Sim, mas temos trabalho a fazer. — Chama a atenção Lopez, focado em sua tarefa. — Os terroristas tão por aí e se não fizermos a ronda ninguém faz. Mantém contato, Frederick, nós terráqueos precisamos nos unir. Eu posso te apresentar prum pessoal que conheço.
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MensagemAssunto: Re: Desenterrando Memórias.   

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Desenterrando Memórias.
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