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 Gradopolis: Utopia

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SIDA
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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Ter Nov 20, 2018 10:39 pm

Enquanto volta aos becos da cidade, Cold tem um vislumbre do caos que se instalou desde que a energia foi cortada. No horizonte, uma chama vigorosa toma espaço e é possível observar a correria de diversos oficiais que tentam controlar a situação. Um deles, para o azar da menina, passa pelo local enquanto realiza uma busca solicitada por um possível atirador.

— EI, VOCÊ! — Ele exclama, claramente alarmado ao ver uma garota saindo de um galpão que deveria estar fechado e protegido e que contém um importante gerador de energia. Pior ainda, ela está com uma mulher morta. — Pare aí mesmo! Você está detida até segunda ordem.

É obviamente estranho para o oficial imaginar que a jovem esteja envolvida em tudo aquilo, mas as suspeitas até então estão voltadas a Reconquista que recruta pessoas de diferentes idades. Por isso, o homem por trás do traje já se prepara para emitir um pedido de reforços no local.
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Heylel

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Ter Nov 20, 2018 10:46 pm

*Cody recebia as instruções de sua amada Ariete e então seguiu até Heylel enquanto Melroa seguia pilotando a nave até o hospital onde de acordo com informações estaria lotado e com serviço avariado já que eram pessoas demais pro pouco numero de médicos que havia ali, e isso ele sabia com uma breve consulta de pessoas indignadas que postavam suas coisas em redes sociais em pouquíssimo tempo alegando um forte despreparado da Aliança em manter um evento tão importante em devida segurança*

-A Reconquista nos avisar de um evento ao qual não fazemos parte é como um ser humano normal avisar os germes de seu corpo que ele está indo em uma festa, não faz sentido nenhum, essa missão não é nossa então é perfeitamente normal ninguém nos avisar, só viemos abastecer os recursos afinal. *O albino seguia falando com a morena e o androide então terminou seu afazer ficando bastante feliz com o resultado, havia sido util a seu mestre e isso sempre o deixava bastante alegre*

-Melroa, acabei de receber uma mensagem da central, estão enviando uma nave de resgate na orbita desse planeta, precisamos ir o quanto antes, eles tem a cura! E os hospitais daqui... *O rapaz acabava caindo ajoelhado por causa da dor enorme que sentia em seu ombro fechando seus olhos e respirando fundo para conter qualquer gemido de dor que pudesse ter, chegava a puxar o ar com os dentes unidos buscando conter ainda mais aquele sofrimento*

-Daqui estão ferrados! Muitos medicos entraram de folga por causa do festival e tem muitos feridos por causa dos feitos da Reconquista, esquece as PEM, elas não afetam nada que envolva a dirigibilidade da nave, nós já temos os GPS em dia e tudo mais, só que nos temos que ir para essas coordenadas imediatamente! *Correu um pouco até a capitã e mostrou para ela um quadro holográfico para confirmar todo os seus ditos para convence-la a agir rápido e leva-los a eles até o ponto de extração para que pudessem ser ajudados*

-Obrigado por ter me escutado, pequena. *Falou com Miya com certa dificuldade por causa do que estava passando naquele momento, quem diria que um tiro tão inutil que mão havia o ferido o taria tantos problemas*
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Miyano

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Ter Nov 20, 2018 11:07 pm

A criança afundou no banco ao lado de Melroa, geralmente usado por Heylel, o copiloto. O menino estava visivelmente cansado de tanto ler códigos para rastrear e invadir os dispositivos. Havia localizado três deles e desativado um, e isso sem dúvidas o havia cansado mentalmente, especialmente após repassar tantos algoritmos em busca de uma brecha. Ainda não achava justo que tantos inocentes deveriam morrer naquele ato de terrorismo, por isso tendia a seguir as ordens de Melroa, já que a mulher parecia mais conivente a questionar as missões da Reconquista mesmo fazendo parte dela.

Não havia exatamente escutado Heylel, já que desobedecera suas ordens para rastrear o restante das PEM's no alcance da I.A.

Mesmo aparentando estar cansado, tentou fazer com que a ENE novamente liberasse frequências para localizar os outros dispositivos, mas dessa vez sem sucesso.

- Melroa, estamos fora do alcance das PEM's.
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Melroa

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Ter Nov 20, 2018 11:18 pm

Rangia os dentes com tanta força que podia sentir sua gengiva quase sangrar. Chutou a porta da nave, ficando de costas para os demais, então depois do acesso de fúria, seguiu até Heylel. — Se você se contenta em ser um germe, isso não é problema meu. Só demonstra que meu julgamento sobre você estava errado. Mas eu não sou. Ninguém vai me controlar ou as minhas decisões. Você é o assassino, não eu.

Então correu até a cadeira de pilotagem, ao lado de Miya. — Miya, obrigada pela ajuda. Por que não vai para o seu quarto junto da Maya? Descansem um pouco. — Enquanto falava, digitava sem quase tirar os olhos da tela e em poucos minutos pode ver uma tela de carregamento ser concluída. Com aquilo o endereços das 3 PEM que tinham localizado estava na maior tela daquela cidade.

Agora se segurem, vamos sair da órbita em poucos minutos. — Depois de colocar o cinto de segurança, pisou fundo no acelerador, mas novamente o interior quase não tinha sentido o impacto.
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Renard Queenston

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Ter Nov 20, 2018 11:22 pm

          A calma era apartada quando o rapaz havia chegado, afastou seu busto junto do rosto no susto de sua brecada rápida, olhava-o com estranheza e os olhos iam de cima a baixo, os mesmo olhos foram para os lados procurando outro que poderia ser médico, o desinteresse estava em uma conversa interna enquanto mastigava despreocupadamente o doce, mas como podia ver era dele que precisava, virou seu rosto mais uma vez quando o soldado findou a frase, um fino sorriso se formou no rosto do médico e de sua boca após alguns segundos de silencio soou a voz andrógena com um tom de confiança. - Certo, soldado, qual é a situação e quantos feridos temos? - Não parecia se importar com as palavras referidas a sua forma, muito menos suas cúspides alongadas, havia mais coisas para se preocupar agora... - E o que de fato ocorreu? - Jogou o último doce dentro da boca e mastigando iria seguir o soldado.
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Heylel

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Ter Nov 20, 2018 11:26 pm

*O albino fechou os olhos e seu androide apenas o encarou preocupado chegando a se abaixar ao seu lado buscando conforta-lo só pela proximidade para que o mesmo de repente não se sentisse tão sozinho. Ali ele seguia acompanhando as noticias do planeta e ao ver uma certa em particular denunciava por mais pessoas que seguiam filmando e registrando os momentos, ele então mostrou o quadro para o rapaz que abriu seus olhos e olhou para aquilo sem desviar*

-Sim, eu sou apenas um assassino, lide com isso, e Cody... *Acenou positivamente com a cabeça para a maquina que começou a deitar seu mestre ali mesmo deixando a cabeça dele em seu colo que apesar de mecânico era confortável por causa da roupa que o familiar usava para não ser apenas um esqueleto robótico ambulante*
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Miyano

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Ter Nov 20, 2018 11:27 pm

Miya se encolheu com o surto repentino de Melroa, enquanto Maya parecia encará-la com uma cara feia, alternando sua atenção entre Melroa e o irmão mais novo, até que finalmente agiu, se levantando e caminhando até Miyano. Não queria que o irmão tivesse que ouvir aquilo, por isso logo dei três leves puxões na manga de sua blusa, convidando-o a se retirar.

Miyano ainda hesitou um pouco, olhando para Melroa em confusão, mas logo decidiu voltar para seu quarto, tanto por ordem da bruxa ranzinza, quanto por insistência da irmã.

Rex e Boo seguiram logo atrás dos gêmeos que deixavam o centro de comando de mãos dadas, sobre a liderança de Maya. Talvez Miya tivesse nascido para obedecer as mulheres, visto que a irmã tinha mais autoridade que ele.
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Colt Colddie

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qua Nov 21, 2018 12:02 am

Quando viu o homem se aproximar, Cold enlouqueceu — ou aparentou enlouquecer, ao menos. Uma lágrima escorreu de um de seus olhos quando ela o olhou, a tremedeira aumentando consideravelmente conforme ele se aproximava.

— M-moço... — A voz dela era de dar pena. Era uma pena que Cold não tenha chorado por tanto tempo para, no fim, acabar chorando porque podia passar a sua vida inteira presa numa cadeia, sem tomar sorvete de flocos. — A-a m-mulher... e-e-ela gritou... d-de lá de dentro! E-então a-a C-cold veio... veio... veio... — Não conseguiu continuar a frase por ter começado a chorar, chorar de berrar mesmo; estava decepcionada consigo mesma, afinal era triste a situação. Sequer dava a mínima para a mulher. Era tão verdadeiro que era impossível de achar que havia sido ela, uma criança fofinha e adorável, que havia cometido tal crime. Quando recuperou o controle, Cold enxugou as lágrimas e ofereceu as ataduras que carregava a mulher a ele. — A-ajuda! T-também tem essa coisa nela... Esse... esse... — Apontou na direção do pescoço dela, onde o objeto metálico estava. Parecia triste e assustada.

Enviado pelo Topic'it
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SIDA
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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qua Nov 21, 2018 12:09 am

A tripulação da nave pode observar um número considerável de pessoas paradas em frente ao outdoor hackeado, demorando alguns segundos até que oficiais aliados finalmente entendam o propósito da mensagem e a registrem. Isso, porém, dura somente alguns segundos até que todos os televisores de Gradopolis passem a exibir a mesma videoconferência.

Nada mais é do que uma transmissão vinda diretamente da mesa redona, local que sedia as reuniões presenciais do Conselho durante anos, mas que ninguém sabe exatamente a localização. Pessoas mais antenadas sabem que um pronunciamento como aquele não acontece em muitos anos. 

O belo é o esplendor da ordem. — Diz o representante Mistiimeriano, com os olhos fechados como sempre.
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Nossa aliança, principal alicerce da evolução de nossas raças, foi ameaçada. Demoraram anos para que ela fosse estabelecida, e não será quebrada em uma noite. — Pronuncia-se com firmeza a bela Ellaya, filha do representante kroyvisiano e vínculo entre ele e a aliança.
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Os invasores não terão perdão. Todo tipo de ameaça a nossa integridade deve ser eliminada. — Dispara Mavron, o representando Jhayesiano. Como sempre, sucinto e direto.
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Não se prreocupem, já contatei pessoas influentes em todo canto da galáxia. Encontrarremos os rresponsáveis e tomarremos as medidas cabíveis. — Diz calmamente Orlakul, o Iormashiano.
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Temos suspeitos e soluções. Se um símbolo nosso cair, dois serão colocados no lugar! — Exclama com firmeza o ex-general e representante humano.
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Todos mantêm o silêncio quando o representante Garesiano está prestes a falar. Seus discursos são sempre tão impactantes quanto sua figura, e não há desrespeito maior do que interferir em suas falas. Por toda galáxia, afinal, aquele é considerado um dos seres mais inteligentes que já viveu, além de coração da Aliança atual.

Eu ouço vocês. Os gritos que presenciei nas ruas são de "basta"... e eu concordo. Por anos permitimos que esses terroristas fizessem baderna na ordem que lutamos diariamente para manter, mas a partir de hoje basta. — Ele dá uma pausa e pigarreia. É de conhecimento geral que sua saúde está em risco fazem muitos anos e que ele já está vivo a mais tempo do que qualquer Garesiano registrado. — Vamos passar a combater violência com violência. A ordem rebelde não terá espaço e tampouco piedade nos nossos territórios.
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Heylel

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qua Nov 21, 2018 12:50 am

*Sentado ali dando espaço para seu mestre enquanto trocava mensagens com Ariete ao qual tinha que fazer pela Reconquista que era o mais importante para ele tanto quanto era para Heylel desde que foi poupado por seu criador que o deu uma segunda chance de viver, Cody depois de ter feito sua denuncia acabou "recebendo" um video que marcava a ameaça que a Aliança enfim estava impondo para os rebeldes e notando a presença de alguém em particular, cutucou o albino que estava em seu colo e colocou frente seus olhos o quadro holográfico*

-Hey boss, olha. *Enfraquecido por causa daquele veneno, Heylel abriu seus olhos vermelhos e pode ver aquela figura na tela ao qual o fez parecer estar bem mais aliviado apesar da fraqueza e da dor que estava naquele momento*

-Então ela está viva... *Seu punho esquerdo se fechou com mais força e seguido dele foram os olhos, o punho canhoto então ficou sobre sua barriga, aquilo era uma lembrança do que havia perdido por causa daquela mulher*

-Será que o Big Boss também está vendo isso? *O androide questionou ainda deixando aquele filme rolar já percebendo através de outros videos em quadros menores que a Aliança seguia para dar um jeito nas PEM onde mesmo a maquina não podendo respirar acabou suspirando*

-Provavelmente sim, acho que agora é guerra.*A face alva tomou expressão sofrida, aquele maldito componente que afetava seu corpo estava mesmo o fazendo um mal tremendo, teria que realmente pedir para o atual responsável de seu Manto para atualiza-lo para deixa-lo menos suscetível a deixar coisas como aquela simplesmente passarem através da couraça*

-Melroa, o único que interferiu na PEM para ter as localizações foi a Miya, ela era a unica que as tinha... Foi você que as entregou para a Aliança a expondo naquele telão, não foi? *As palavras daquele familiar que era normalmente comico soaram com um peso totalmente fora de seu padrão, era como se ele estivesse com raiva embora quisesse, lá no fundo, que não tivesse sido mesmo a pilota que tenha feito aquilo*
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Wilhelm

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qua Nov 21, 2018 5:37 am

Mesmo anestesiado e com dor, Wilhelm parecia atento ao assistir o vídeo que Cody transmitia. Apesar de não ter afinidade com nenhum dos representantes da Aliança num geral, entendia a gravidade daquela situação e a aparente impotência daquelas pessoas com a devida situação.

"Suspeitos e soluções"... Como é que seria possível acabar com milhares de pessoas espalhadas pela galáxia? — Murmurou baixo. Foi interrompido pelo seu coleguinha.

Mensagem de "Nee-chan desu (ノ≧ڡ≦) ♡✿ ~". — Naquele momento, Eisen não dizia nada. O ciborgue havia alterado o nome como enfim pedido, no entanto, a única coisa de diferente era o emoticon que ele exibia no seu display. Pelo menos ele tentou.

Leu a mensagem da irmã mais nova o mais rápido que pôde. O que essa menina estava aprontando, dessa vez? Ainda mais num momento daqueles. — Eisen, rastreie os dispositivos eletrônicos de toda a família e mostre um mapa das ruas de Gradopolis com a localização atual de todos eles, numa escala de... 1:100.000. — Devido à anestesia, custou um pouco para pensar e ser lógico o suficiente para analisar a situação. Se Cold não tinha tempo para enviar onde estava, ainda mais com aquelas palavras, ou estava ocupada comendo, ou estava em perigo. De um jeito ou outro, iria tomar uma bronca da mãe.
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SIDA
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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qua Nov 21, 2018 3:04 pm

Mal os tripulantes chegam à atmosfera de Nazod e são subitamente surpreendidos por uma espaçonave colossal que parece recolhê-los antes que sequer percebeam. Como sempre, as camuflagens da Reconquista são impecáveis.

Poucos já adentraram uma base móvel da Reconquista, uma vez que são todas bem escondidas e tripuladas para serem invisíveis a qualquer tipo de radar. Do grupo, o único com permissão e que talvez já tenha visitado alguma daquelas é Heylel, e ainda assim não tem acesso suficiente à Ariete a ponto de saber a localização dessas naves.

Conforme a grande comporta da base se abre e engole a pequena nave de Melroa, todos se vêem engolidos pela escuridão. Quando o ambiente é enfim estabilizado novamente, todas as luzes da garagem subitamente se acendem e Wilhelm se contempla com um número de semelhantes bem maior do que ele jamais encontraria se sondasse todo o território da Aliança.

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SIDA
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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qua Nov 21, 2018 7:28 pm

O oficial coça o queixo, ainda desconfiado da garota. Observa-a com o rosto inexpressivo por alguns instantes, antes de cruzar os braços e adotar uma postura firme. Toda a cena criada pela pequena não parece comovê-lo nem um pouco, e ele permanece claramente desconfiado.

Após todo esse tempo encarando-a e aguardando a jovem terminar a choradeira, ele se aproxima apenas um pouco, deixando que sua cabeça penda para o lado levemente. Mesmo com seu rostinho inocente, a atuação da menina não fora realmente convincente, quanto menos para alguém com o coração tão duro quanto o deste homem.

— Quer dizer então que você nada tem a ver com isso? Parece muita coincidência uma menina tão jovem como você estar passeando por aqui sozinha a esta hora da noite, não? Ainda mais com aquele festival todo acontecendo.  — Ele balança a cabeça negativamente, desaprovando seus atos. 


A menção do líquido azul que encobre o cadáver da ruiva apenas faz com que a situação de Cold se complique ainda mais. Sua relação com isto apenas serve para associá-la com a causa da Reconquista, já que muitos feridos do atentado foram afetados pela mesma substância desconhecida.

— Além disso, nos meus 30 anos de carreira já vi muitos destes truques. E tentar me enganar só piora sua situação, mocinha. Não tenho um motivo sequer para acreditar em você e deixá-la ir! Então, por favor, a não ser que queira piorar as coisas, me siga para a delegacia pacificamente. — Finaliza, aguardando uma resposta.



O soldado parece aflito e ansioso, tanto por estar assustado com o atentado que acabara de ocorrer, quanto pela presença do médico. Ele seca suas mãos suadas na calça do uniforme, desconcertado. Por conta da aparência peculiar da raposa e considerando todos os eventos recentes, fica um pouco desconfiado de que ele na realidade seja um membro infiltrado da Reconquista. Ainda assim, aquele é um dos únicos médicos que pôde encontrar há tempos ali, e nada poderia fazer quanto à sua desconfiança. Todos de certa forma precisam do Iomarshiano, afinal.

— N-não tenho números, doutor. Muitos foram afetados, e não sabemos o que atingiu grande parte deles. — Balbucia o homem, antes de virar-se e sinalizar para que Renard o siga. — É algo jamais visto, uma espécie de líquido azul... E a realidade é que ainda não foi possível identificar muito bem o ocorrido nem seus responsáveis. Acreditamos que se tratou de um atentado de um grupo rebelde, senhor. Mas não conhecemos suas motivações, estão todos muito preocupados.

Ao seguir o oficial, Renard se afasta do centro da feira que fora completamente destruído com o atentado e ruma um grande galpão, geralmente inutilizado. O lugar foi escolhido às pressas e por conta da extrema necessidade de atendimento e proteção dos feridos. A situação ali não parece nada boa, há incontáveis pacientes e, uma boa parte está tendo seus corpos tomados e cobertos pela tal camada azul cintilante citada pelo soldado.


Última edição por SIDA em Qua Nov 21, 2018 8:34 pm, editado 1 vez(es)
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Melroa

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qua Nov 21, 2018 8:31 pm

Melroa se manteve calada enquanto dirigia a nave, desviando sem problemas de qualquer obstaculo que poderia aparecer. Assim que viu a nave, largou os volantes, colocando em automático e deixando o resto por conta da outra nave. — Não sei do que está falando. Você acha mesmo que uma criança de 8 anos é capaz de fazer isso tudo? Eu que fiz, sozinha. Para um robô você é bem burro.

Tinha tirado seu cinto e agora só encarava a tela, que estava praticamente desligada a não ser por ENE que vagava com uma expressão preocupada enquanto olhava para o rosto da mestra que não podia ser visto pelos demais. Quando fecharam completamente as comportas, Melroa se levantou da cadeira. Em poucos passos foi até Wilhelm e ofereceu ajuda para que ele se sentasse numa cadeira. — Escute, me desculpe. Não vou poder te ajudar daqui pra frente, mas se precisar de ajuda, acho que ela pode.

Retirou um pendrive de um dos bolsos de seu cinto, entregando na mão do menino e fechando-a ao redor dele. Nele tinha o código de ENE, o que possibilitava injeta-la em outro aparelho que não tivesse conexão com internet. Assim que as luzes se acenderam, ela se levantou e foi até a porta da nave para abri-la.


Última edição por Melroa em Qui Nov 22, 2018 1:12 am, editado 1 vez(es)
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Renard Queenston

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qua Nov 21, 2018 9:57 pm

          Se surpreendia a cada jeito que o rapaz transmitia, não se incomodava mas estava atento a tudo. Terminando de mastigar o doce que havia adquirido começou a segui-lo e pensar mais sobre o ocorrido, em silêncio acompanhou o soldado.

         Chegando no galpão já estranhando o péssimo local que escolheram para abrigar os feridos a raposa em silêncio entrou, os olhos passaram por tudo e seu zoom dava em locais que poderia ser piores para os feridos; sendo o único ali qualquer coisa a mais poderia ser surpreendente. - Soldado... - O chamou. - Preciso que ache um químico, ou mande alguém procurar, sem os devidos cuidados esse líquido pode ser contagioso ou até mesmo pior. Peça para aos ajudantes que retire todos os que tenha ferida exposta ou cortes de perto da parede, se essas paredes estiverem enferrujadas pode ser ainda mais pior, nessa situação de ataque biológico, isto é se realmente for, é necessário que evite até entrar em contato direto. - Caminhou para o interior do galpão até achar alguém consciente que poderia falar sobre, suas mãos vieram para frente fazendo sinal para que este se acalmasse. - Por favor, preciso saber o que aconteceu, e se tal fluido queima ou causa alguma dor, incomodo. - Sua voz era calma e o timbre andrógino transmitia confiança; observou de perto com seu olho que já dava zoom no líquido, queria ver se ele emitia algum gás ou odor.
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Ariete

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qua Nov 21, 2018 11:41 pm

O oficial, ainda que relutante, obedece as ordens do misterioso médico. Apesar de seus preconceitos, a raposa fala de maneira sábia e parece dominar o discurso. Além disso, não tem qualquer motivos para rejeitá-lo uma vez que o atendimento médico está totalmente limitado diante de uma catástrofe inesperada.

Conforme caminha, pode ver várias pessoas desacordadas e outras agonizando. A maior parte delas está com uma seringa injetada no corpo, e ao redor dessa se espalha um líquido gelatinoso de tom azulado. As outras poucas, em um quadro mais grave, foram feridas em decorrência da explosão e possuem ferimentos mais graves. Paralelamente, um grande painel de HUD exibe a transmissão dos representantes de cada raça na Aliança sobre o ocorrido.

Renard se aproxima de um Garesiano baixinho, provavelmente adolescente. Apesar da baixa estatura e juventude, ele mantém-se acordado e firme, aparentemente um dos mais lúcidos no local.

— É horrível, dói por dentro. É como se algo estivesse pulsando dentro de mim! — Ele exclama, apertando os olhos para conter a dor. — Que diabos é isso? Você pode fazer alguma coisa?v
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Renard Queenston

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qui Nov 22, 2018 12:45 am

          A situação era critica ou aparentava ser, não iria se preocupar se todos morressem mas faria parecer; por hora deixava sua calmaria viva, se soltar sua raiva ou estresse poderia ser pior para todos então ergueu-se novamente, olhou em volta enquanto o rapaz falava, por mais que tentasse procurar algo para ver como aquele líquido funcionava em outros tipos de superficies ouvia o Garesiano falar seus infortúnios pós-atentado; Um pedaço de metal um pouco distante deles chamava sua atenção, sua mão se moveu fazendo um sinal para que esperasse, mesmo que ele não fosse sair dali o que valia era a intenção. Pegou a pequena tira de aluminio com 8 centímetros de altura e 1 de largura, voltou até o rapaz Garesiano. - Você viu alguma ação diferente como alguma ação gasosa antes ou depois da explosão? Cheiros diferentes também contam... Se puder descrever fica até melhor de saber o que pode ser isso até que o químico chegue. - Curvou-se diante do rapaz e antes de falar o que precisava observou algo intrigante fazendo a raposa erguer-se novamente, caminhou até o corpo mais próximo e nele havia uma seringa presa em seu corpo, guardou o aluminio no bolso traseiro e de dentro de sua jaqueta retirou uma flanela, segurou a seringa e retirou com rapidez; examinou a seringa com cautela, vendo se ainda havia residuos, marcas de digitais semi-invisíveis e qualquer outra coisa. - Garesiano... - Alertou o rapaz. - Alguém além de mim e do soltado estiveram aqui? Claro, incluindo as pessoas que trouxeram os feridos... Pois sinto que estão querendo atacar a população primeiro, depois o governo. - Ao findar olhou para o painel onde havia o pronunciamento que sinceramente mal dava bola.
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Colt Colddie

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qui Nov 22, 2018 4:31 pm

Quando ele fez menção de se aproximar, Cold entrou em alerta, dando um passo para trás. Respirou fundo em desistência ao notar que sua atuação não havia funcionado, inflando as bochechas e soltando uma das ataduras que seguravam o corpo da mulher, encostando a outra — que estava na mão destra — em sua cintura, na parte de trás, onde o smartphone estava escondido.

— Olha, moço — Usou a mão desocupada para limpar o seu rosto, respirando fundo. — A Cold não vai mais mentir pra você. Existem muitas coisas que nós, kroyvisianos, temos que fazer ao longo das nossas vidas, principalmente a Cold que não segue ninguém em especial. Cold entende que o seu trabalho seja muito importante pra você, e tem certeza que pela sua cara 'tá nele a muito tempo, e com isso a Cold tem certeza absoluta de que você sabe que uma pessoa suspeita não sairia de uma cena do crime sem mais nem menos, ainda mais arrastando uma pessoa morta. Essa moça — fez uma pausa breve. — Pode ajudar a Cold a descobrir quem que deixou ela nessa situação, e ainda mais, quem enganou a Cold e fez ela encontrar tudo isso, e levando a Cold pra delegacia agora, você só faria a Cold perder tempo da vida dela que ela não quer perder, porque a Cold ainda vai ter que explicar tudo isso pra mamãe dela, que com certeza vai ficar muito brava e deixar a bunda da Cold vermelha de tanto que vai bater nela, então por favor, deixa a Cold ir.

Finalizou o seu discurso cruzando os braços. Enquanto falava, Cold tinha esgueirado as suas mãos por entre o dispositivo smartphone e mandado uma mensagem para a sua amiga mais próxima, vulgo namorada de seu irmão. Sabia que ela estava na área e poderia ajudar. O que estava na mensagem? "Coé. Ajuda nois. Galpão. Provavelmente delegacia."

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qui Nov 22, 2018 4:49 pm

O local que os cerca é deprimente, sendo preenchido pela melodia dos gemidos praticamente sincronizados dos enfermos, que formam um coro. A raposa pode notar que o Garesiano é muito resistente, considerando sua raça normalmente frágil demais. Entre tantos alienígenas de raças tão distintas, é logo ele que aguenta toda aquela dor e agonia de maneira tão resistente. Ainda assim, o pequeno deixa escapar alguns gemidos também, em sua expressão é visível o quanto sofre. Mesmo que se sentindo meio tonto, o jovem se esforça para responder as perguntas do médico.

— Acho que não. Depois da explosão só havia... fogo. Nenhum cheiro, nada. Só destruição. — Ele dá uma pausa e tosse, parecendo fraco. — Não sei nada sobre o líquido azul, só sei que tudo ficou escuro e de repente eu fui atingido...

O garesiano mantém seu olhar perdido, seus olhos revelam toda a tristeza dentro de si. Com pouquíssima idade, sempre viveu de forma pacífica e jamais imaginaria que isso poderia vir a acontecer algum dia. A breve ideia de um grande confronto o amedronta mais do que tudo, ainda mais depois que sua raça fora humilhada na frente de toda a galáxia.

A volta de Renard, ele pode ver inúmeros feridos, além dos que estão encobertos pelo líquido azul, muitos estão com enormes queimaduras de terceiro grau. Ao ter sua atenção chamada novamente, o garesiano se esforça para levantar sua cabeça para encarar o médico novamente, parando para pensar por alguns minutos sobre sua pergunta.

— Hum... Eu não vi ninguém, não. Todos que estão aqui já chegaram dessa forma, depois do ataque não soubemos de ninguém mais que tenha sido atingido. — Ele coloca a mão sobre a testa, pressionando-a levemente com os minúsculos dedos. — Estamos seguros aqui. Mas cuide dessas pessoas, doutor... Todos precisam de você. — E fecha os olhos lentamente, tentando amenizar os sintomas, enquanto descansa sua cabeça em uma das pilastras do galpão.
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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qui Nov 22, 2018 5:08 pm

O oficial não se aproxima mais, apenas deixa que a garota se afaste um pouco. Ainda que seu coração seja duro como pedra, não gosta de pressionar tanto as crianças. Mesmo as mentirosas. Entretanto, ele se mantém preparado para não deixar que ela fuja, tanto que nem nota quando a menina utiliza o smartphone para contatar uma amiga.

A expressão desconfiada do policial se ameniza um pouco ao notar que suas palavras parecem realmente sinceras, desta vez. Mas não pode negar que a jovem continua sendo uma das maiores suspeitas pelo crime. Ele se aproxima, com um pouco mais de calma dessa vez. Cold pode ver o brilho que as algemas refletem quando ele as retira do bolso do uniforme. O homem respira fundo, procurando paciência, antes de parar na frente da kroyvisiana e a encara diretamente nos olhos, antes de começar a falar.

— É o seguinte, seja uma boa menina e venha comigo. Não me entenda mal, mas todas as pistas até agora apontam pra você. Se você realmente não fez nada, nós saberemos quando encontrarmos as devidas evidências e o verdadeiro culpado. Sendo assim, não haverá problema algum, certo? Agora, por favor, deixe-me algemá-la como uma garantia de que você não irá fugir, e poderemos falar mais sobre isso na minha delegacia. — Finaliza, rumando na direção das costas da menina para enfim prender a algema em seus pulsos.
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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qui Nov 22, 2018 8:34 pm

          Mesmo que o Garesiano falando aquilo deixava menos pistas possíveis, não era algo que foi feito para infectar as pessoas aparentemente mas só para causar dano, um chamariz para algo muito maior ou até mesmo pior do que já foi feito, ficar nesse planeta já não era a mesma coisa como antes e essa guerra já estava para estourar de qualquer forma. As palavras do rapaz atingiam diretamente o âmago da raposa, ter que cuidar de todos sem saber o que é aquele líquido fazia tudo piorar, a vida de todos estavam em suas mãos mas não setia o peso delas, era como se não ligasse para elas, porém transmitia ser como num teatro, pois, não estavam seguros ali, aquele lugar poderia ser uma bomba relógio a qualquer momento.

          Aproximando do rapaz que só queria descanso abaixou ignorando todo o corpo maldito que alcançava seus ouvidos. - Não se preocupe não vou acertar sua pele. - Comentava com o Garesiano que viria a raposa retirar de seu bolso um pequeno e comprido pedaço de aluminio. - Preciso ver se ele causa dano a outro tipo de material ou só os biológicos. Qualquer ação diferente você avisa-me que eu paro, certo? - A mãos sutilmente tremia enquanto segurava o metal e ia aproximando lentamente do líquido azul, deu um toque rápido sobre ele, esperou que desse qualquer ação podendo ser  corrosiva ou não, seguindo isso raspou com sutileza a parte de cima do líquido, o máximo de cuidado ali era necessário.
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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qui Nov 22, 2018 9:39 pm

Com a aproximação e a anunciação do que a raposa está prestes a fazer, o pequeno abre um pouco seus olhos para observar o médico. Mesmo sentindo tanta dor, admira os esforços do Iomarshiano que, ainda que não seja formado em química, procura tanto suas próprias maneiras de ajudar a ele e a tantos outros inocentes. Diante do pedido do médico, apenas assente brevemente com a cabeça diante do pedido de Renard e um pequeno sorriso surge em seu rosto ainda um pouco contorcido de dor. A presença daquele alienígena, ainda que com essa aparência tão peculiar, alivia um pouco a tensão e os anseios dos poucos que permanecem conscientes ali.

— Muito obrigado, doutor... — Diz o Garesiano com um suspiro, antes de finalmente ceder e deixar-se adormecer.

O jovem apenas emite alguns gemidos enquanto dormem, nenhum mais intenso dos que já foram vistos. O médico finalmente encosta o metal no líquido azul, que demora alguns minutos para reagir. Antes que a raposa desistisse, entretanto, um comportamento peculiar da substância pode ser observado: o homem observa que, aos poucos, a substância azul cintilante se expande, como se tentasse preencher o pedaço de alumínio. Aparentemente, as células da composição química misteriosa se expandem durante este processo e, logo, a análise no microscópio poderia trazer resultados muito mais precisos.


Última edição por SIDA em Qui Nov 22, 2018 9:41 pm, editado 1 vez(es)
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Stellae Dzerkin

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qui Nov 22, 2018 9:39 pm

Um dia comum para Stellae, era, certamente, dias em que vagava pela cidade em plena noite, noites que trazia a falsa calmaria e dias que fora, desde cedo, sua rotina.
Fazer o certo. O certo para ela punir todos os miseráveis e os forçarem a pagarem por seus erros. Um por um. Apunhalá-los pelas costas como mereciam. Caçá-los até a morte e ser paga por isso.
Era a sua especialização, o que fazia de melhor. O que a aliviava dos resquícios das más lembranças que lhe atormentavam, e ultimamente fora o seu único refúgio.
Aquele não seria um dia tão diferente, o detalhe fora a cidade tomada por diversos seres, todos com o objetivo de desfrutarem das diversões e as tentações do festival anual. Menos o seu, odiava ter que se infiltrar no meio daquela multidão barulhenta. Ou pelo menos era o objetivo, já que no momento havia um alvoroço se espalhando por todo o local, o que não havia entendido até o momento. Gritos e explosões eram as únicas coisas que entravam em seus ouvidos.
Mas o incômodo logo lhe chegara ao saber que sua cunhada e o seu namorado estavam próximos, sem ter sequer notícias.
Procurou se abrigar no beco mais escuro que havia por perto, no caminho para este, seu smartphone vibrou no bolso do sobretudo que trajava, havia a mensagem de Cold, solicitando sua ajuda.
Por que diabos uma criança como aquela estava sendo algemada? Poderia ser uma pergunta sarcástica. Seria travessa o bastante?

Um longo suspiro de preocupação escapou de seus lábios, conseguira facilmente ir de encontro com sua moto do outro lado da rua, em rumo à delegacia, sabia a localização, mas para chegar lá necessitava de um meio.
Não fora fácil enfrentar a multidão. Mas pareceu não dar a mínima para quem estivesse em seu caminho.



O pneu da moto deslizou à frente do galpão em que estava a pequena. De imediato, correra adentrando o local com puro desdém, tomando à frente de sua cunhada e a apertando fortemente contra si. Seu olhar irritado fuzilava os dos guarda que detinha a garota, ignorando seu cargo.

— Como você pode ter coragem de fazer isso com uma criança?
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Colt Colddie

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qui Nov 22, 2018 10:56 pm

Respirou fundo quando ouviu o barulho conhecido da moto. Se viu sorrindo mentalmente quando avistou os cabelos esbranquiçados se aproximando de si, pensando um "Acabou" e deixando que seu corpo fosse abraçado por ela. Piscou os olhos inocentemente quando olhou na direção do guarda, voltando a agarrar os fios presos a kroyvisiana morta.

— A Cold não fez nada e ele quer levar ela, Stellae — A manhosidade que acompanhava a sua fala era incrível, visto a seriedade que havia assumido não muitos segundos atrás. — A Cold só queria ajudar a moça...

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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   Qui Nov 22, 2018 11:18 pm

O policial precisa respirar fundo mais uma vez quando é interrompido por Stellae, coçando a cabeça por um momento antes de se virar para ela. O rosto do homem parece cansado, não estava fazendo aquilo por vontade própria e sim por ser sua obrigação, apenas. Depois daquele dia e tanto, ele só quer retornar para casa e verificar como estão a esposa e o filho. Mas agora parece que uma versão um pouco mais velha da garotinha apareceu para dificultar ainda mais as coisas.

— Eu já estou muito velho pra isso... — Murmurou baixo, com a voz rouca e cansada. — Estou fazendo meu trabalho, senhorita. Ela é sua irmã? Porque na verdade, essa criança estava saindo de um galpão abandonado e arrastando uma mulher morta por aí, logo depois do atentado. Não parece um pouco estranho, vindo de uma criança? Além do mais, a mulher está infectada pela mesma substância usada pelos rebeldes para atacar os cidadãos da Aliança. E como eu disse à menina, preciso levá-la para a delegacia, ao menos que seja provado que não foi ela quem matou esta mulher, nem mesmo foi cúmplice do assassino. Se ela é inocente, por que tanta preocupação? Vamos, eu não tenho o dia todo. — O oficial explica com o rosto fechado, erguendo as algemas novamente e esperando que as garotas facilitassem logo.
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MensagemAssunto: Re: Gradopolis: Utopia   

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