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 Nebula - Trinity

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Trinity

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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Sab Set 29, 2018 12:24 am

Com a demora de uma resposta, acionei novamente a caixa com a droga, deixando a bolsa aberta para a droga agir no ar. Mas assim que a porta se abriu, dei um sorriso de lado e ergui minha postura, estava prestes a dar o primeiro passo assim que ouvi o que a velha disse. Meu cu trancou na hora, meus músculos tensionaram e meus olhos varreram a sala na procura de algo errado.

Ativei minha armadura na hora. Meu humor negro tinha dado lugar para uma frieza calculista e atenta, deixando minha expressão um tanto quanto sombria. Entrei na sala com ambas as mãos ao lado do corpo, pronta para pegar a faca no exato momento que escutasse um pequeno barulho estranho que fosse. ― Com todo respeito, não é preciso ser uma vidente pra isso. Você é a definição de tirana.
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Ariete

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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Sab Set 29, 2018 12:36 am

A velha posiciona seu punho fechado na frente da boca para cobrir uma tosse carregada e limpa o sangue que respinga em seus dedos com um pequeno pano depois disso. Finalmente, apanha um pequeno compartimento ao seu lado com um comprimido e o ingere, num movimento tão automático que torna óbvio que aquilo é uma ação rotineira.

― Você fala como se sua motivação fosse moral, menina. Eu sei que não é. ― Ela responde com um riso. Sua voz, apesar de tudo, é terna e calma. ― Na verdade é o contrário. Mas sinta-se a vontade querida, tem uma fornada de biscoitos aqui e café na cozinha.

Para mostrar que o alimento não está envenenado, a idosa apanha um dos biscoitos e o mordisca com gosto, fechando os olhos para usufruir de seu sabor. Depois disso, apanha um controle remoto em sua cadeira de rodas e diminui um pouco o volume da música.

― Mas diga-me, senhorita: qual a diferença entre nós duas? Digo senhorita porque não me parece casada ainda, perdoe-me se estiver enganada.

A esse ponto, Z'entrax já não pode mais ver Morgka em nenhuma das câmeras. Ou ela está em um local sem câmeras, ou as câmeras dali não possuem qualquer conexão com o sistema. De qualquer maneira, seu contato com ela está totalmente perdido uma vez que uma interferência deixa o comunicador da assassina totalmente fora de serviço, o que é bastante incomum na época atual.
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Trinity

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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Sab Set 29, 2018 12:49 am

Estreitei o olhar enquanto a ouvia, ainda olhando ao redor, buscando por qualquer coisa. ― Alguém como eu não saca, vovó. Família não é uma opção. ― Não demorei muito e puxei a faca em minha coxa, segurando-a com firmeza. Torci ao nariz ao ouvir sobre sermos iguais. E eu não estava gostando nada daquele clima, podia sentir os cabelos de minha nuca arrepiados a ponto de doer.

Diferença? Não sei. Eu também não me importo. Eu disse aquilo justamente por saber que quanto pior você é, mais inimigos vai acumulando com o tempo. Eu, por exemplo, provavelmente nunca chegarei na sua idade com vida. Mas são ossos do oficio. Agora, você pode fazer o favor e morrer? Eu já tenho um trabalho marcado.
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Ariete

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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Sab Set 29, 2018 1:01 am

No mesmo momento, um rapaz sai detrás de uma porta que leva aos grandes corredores do local. Ele tem uma boa aparência e está bem vestido, claramente um empresário bem-sucedido. E sua mão está uma pistola bela e de formato exótico, mas que ele aparentemente sabe usar ao julgar pela maneira que a empunha.

― Oh, perdão não apresentá-los! Este é meu filho Hoeu. ― A velha está agora com uma feição mais séria diante da desfeita de sua visitante. ― E não, ele não é o marido da moça que você visitou ontem. Peço perdão mas não poderia conversar com você a sós, afinal já estou numa idade elevada e você... veio me matar, hahahaha!

Sem dizer uma palavra sequer, o homem se aproxima com um sorriso malicioso. Sua arma aponta diretamente para o busto de Morgka, ao qual ele observa com interesse. Agora que ele está mais próximo, a assassina pode observar que ele possui largas cicatrizes na parte de seu rosto que estava oculta até então.

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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Sab Set 29, 2018 1:22 am

Observei a situação com certo desinteresse, até ouvir o que a velha disse. Ai foi de cair o cu né. Eu cai na gargalhada, chegando a por a mão na barriga. ― Tu sabe que teu filho é um corno e deixa ele ser corno? Querida, essa família é tudo corna pelo visto! Ai sem ofender bonitinho, não leva para o pessoal não. Além disso, Hoeu? A roupa do rei de roma? Ai desculpe, sei que deve ter escutado muito dessas quando era pequeno! ― Voltei a gargalhar com a minha própria piada, limpando as lagrimas no canto dos olhos bem em seguida.

Olhei para o seu rosto e notei na hora onde seu olhar estava. Soltei o ar de forma nada elegante, colocando a mão livre na cintura. Eu queria transar? Claramente, esteve estressada até o talo do cu por causa daquele trabalho. Ele era um possível candidato a isso? Não, já tinha marcado Z'entrax como minha vitima da vez. Mas ao que pareci eu não tinha muita opção.

Querido, vamos lá pensa comigo, hein. Essa velha está com o pé na cova, né? Por que tu não "pah" mata ela, assume a empresa e eu fico como sua guarda particular. Com. Prazer. ― Puxei o capacete para trás de forma que pudesse olhar diretamente em seus olhos, aproveitando para piscar em sua direção.
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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Sab Set 29, 2018 1:35 am

O homem permanece firme com sua pistola, mirando-a diretamente na convidada. A ausência de qualquer fala e de um pequeno corte na região de sua garganta denunciam: ele é completamente mudo. Se fosse seu irmão talvez aquilo funcionasse, mas mal sabe a assassina que Hoeu deve a vida a idosa sentada ali.

― Hoeu não é meu filho biológico, querida. ― Ela começa, ainda sentada em sua poltrona. ― Eu o resgatei da situação em que está quando ele era uma criança, e sei que ele jamais me trairia. Mas então, vai arriscar tomar um tiro do rapaz por um contrato ou prefere conversar e sair daqui com o mesmo dinheiro que lhe pagaram?
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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Sab Set 29, 2018 1:43 am

Revirei os olhos. Não importava o quanto eu analisasse, sair dali sem lutar com o cara seria praticamente impossível e eu realmente não queria arriscar minha vida. Guardei a faca na minha coxa, erguendo os braços pra cima num gesto de pura exaustação. ― Certo! Não posso ser paga se eu morrer mesmo. Eu deixo bem claro para os meus clientes que a prioridade é am minha vida.

Com isso, dei um aceno na direção do rapaz, mas deixando bem claro o meu desgosto por ter sido recusada, ainda mais por uma teta mil vezes mais murcha que a minha. Fui até a mesa da mulher e me sentei, cruzando as pernas. ― Fala ai vovó. Eu não estava brincando quando disse que tenho mais um trabalho. Quem você quer que eu mate? Ah mais por favor, vamos pagar bem, tá? Aquela sua nora é uma mesquinha do caramba.
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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Sab Set 29, 2018 1:55 am

Satisfeita, a idosa se acomodou em sua cadeira. Definitivamente havia se preocupado por nada, afinal subestimou o quão ganancioso alguém pode ser... um erro ao se tratar de um mercenário. Está feliz por se confrontar com uma assassina que prioriza mais o dinheiro do que a moral.

― Ao fim deste corredor, você vai encontrar uma porta aonde o meu primogênito reside... o seu alvo será ele. ― Ela diz num tom sombrio, sem qualquer remorso. ― Foi ele quem encomendou o meu assassinato no fim das contas. Todos estão de olho no meu testamento, mas Hoeu é mudo e não pode assumir o mundo corporativo. Os únicos que sabem que atualmente estou aqui são meus filhos.

O loiro senta-se ao lado da mãe e utiliza da manga de sua roupa para limpar as migalhas de biscoito do queixo dela. Depois disso, acaricia seus cabelos enquanto a observa com ternura.

― Além disso, Hoeu rastreou comigo um fluxo de mensagens assim que soubemos que você viria, e o aparelho do meu primogênito foi aonde terminou este fluxo. O trabalho será simples, ele é inofensivo. Depois disso eu lhe pagarei a mesma quantidade que lhe foi oferec--. ― Antes que terminasse, o loiro ao seu lado escreveu uma mensagem em seu dispositivo portáril e a mostrou. ― Ah, o meu garoto também disse que quer trocar a pistola dele pela sua. Sabe, ele é aficionado por armas... e por mulheres também.
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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Sab Set 29, 2018 3:27 pm

Aham, tá. ― Cocei minha nuca, sentindo certo nervosismos para acabar logo com aquilo. ― Ai sinceramente não ligo se vou matar filho, mãe ou nora. Eu só queria que vocês se decidissem logo, credo. ― Suspirei, olhando para a paisagem atrás deles. Até ver a cena de mãe e filho e fazer uma cara de nojo.

Ai gente, que isso. ― Não demorei muito para me levantar, e ia na direção que me foi mostrada até ouvir a proposta da velha. ― Ah sinto muito, eu dificilmente aceito algo vindo de qualquer pessoa, se não reparou antes. E bem, eu já tenho um encontro marcado para hoje a noite fofinho, quem sabe na próxima?

Voltei a colocar meu capacete, escondendo parcialmente meu rosto. Fui até a porta e me virei para olhar a velha. ― Mais alguma recomendação? Você tem meu contato certo? Deposite o dinheiro na conta assim que eu sair. E lembre-se de não ser mão de vaca, é o assassinato do seu filho afinal. ― A única coisa que eles poderiam ver era o sorriso malicioso que foi desenhado em meus lábios.
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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 2:44 am

Assim que a assassina se posiciona em frente a porta, a velha digita alguns números e a mesma se abre, revelando um segundo apartamento acoplado. Este por sua vez é bem menos luxuoso e parece mais uma casa de verão, com pouca decoração e totalmente típica da cultura local. O estranho é que o ambiente está completamente escuro e as únicas fontes de luz são os singelos brilhos vindos dos aparelhos eletrônicos. Tudo isso estaria sob o controle de Morgka caso a porta atrás de si não tivesse se fechado segundos depois da garota adentrar o cômodo.

O som das portas se fechando bruscamente atrás de si indica que aquilo não foi obra de uma senha manual e sim de um desligamento total da energia daquela cobertura, o que desativou os sistemas e consequentemente selou o apartamento. Isso somado com o vento gélido que toma conta quando Morgka perde o contato com o resto da cobertura não chega nem aos pés da seriedade que aquilo toma quando ela ouve, do outro lado da porta, um tiro familiar. Alto e inconfundível, o ruído indica indubitavelmente o som de um disparo.



Morgka está agora sozinha no apartamento completamente escuro. As luzes que provinham do outro apartamento e as dos eletrodomésticos já não se fazem mais presentes, e tudo que se faz presente são os sons do local. 

Quando o cérebro é privado de um sentido, ele aguça ainda mais os outros e naquele caso a assassina pôde sentir sua audição tentando compensar a escuridão completa. Sons antes inaudíveis tornam-se agora comuns. Sons como os batimentos cardíacos, a brisa que atravessa as madeixas da albina e... um choro baixo vindo do fundo do quarto?

A mente de um assassino é fria e calculista, indiscutivelmente perfeita. É por isso que um assassino pode ser apenas desafiado por outro assassino.


Citação :
815521 - Protocolado

Gheela Dassana é uma empresária Kroyvisiana de meia idade, cabelos grisalhos em um topete curto e olhos azuis claros. Ela dirige uma empresa metalúrgica em Marmihn, seu planeta natal, mas a exploração com os funcionários é obvia e intolerável. Atualmente, reside na cobertura de uma filial de sua empresa localizada em Neteros, junto com seus filhos que também possuem parte da metalúrgica e contribuem para tal política.
Em um planeta onde os pobres vivem à margem dos ricos e sustentam suas utopias, a exploração já não tem outra saída. Venho por meio desse contrato encomendar a morte de Gheela Dassana com todo o dinheiro que possuo. Preciso de alguém que faça o trabalho bem feito, silencioso e que possa fazer com três tiros.

815521

8 15 5 21

Traduzindo as letras do alfabeto e suas posições em números

8 -   H
15 - O
5  -  E
21 - U
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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 3:07 am

Existe uma verdade que a maioria dos assassinos profissionais tentam esconder. Os nossos instintos terrivelmente aguçados. Eles podiam nos salvar em nossas horas de trabalho, mas não é um tipo de botão de liga e desliga. Por isso usamos de atuação para nos manter são daquele mundo onde sua vida estava sempre por um triz. E somente quando ficamos em situação de real perigo é que a mascara cai.

Aquele foi o momento da minha mascara cair. Minha mão foi até minha arma, segurando com firmeza enquanto a outra seguia até meu ouvido. Gravei uma mensagem de voz para Z'entrax e ao terminar levei as duas mãos até a arma. Eu não tinha um alvo especifico, o que fazia meus instintos me darem uma surra de ansiedade. Estar alerta a tudo era estressante. ― Quem está ai?

Encostei minhas costas na porta, para ter certeza de que nada viria por trás. Mesmo no escuro meus olhos varriam o local em busca de qualquer coisa, meus ouvidos estavam atentos a pequenos barulhos e minha respiração pesada tentava processar algum cheiro diferente que pudesse ter ali.
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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 1:20 pm

Os murmúrios subitamente param quando Morgka se manifesta, dando espaço a um silêncio aterrorizante que pode muito bem ser pior ainda do que o choro baixo que antes se fazia presente. Se a assassina antes tinha alguma noção de onde aquela outra pessoa podia estar, agora ela está rendida à escuridão completa.

Ao focar seus sentidos, ela pode sentir um cheiro estranho vindo daquela sala: o mesmo das escadas. Fumaça, potencialmente tóxica, é pouco a pouco liberada no apartamento e ameaça a integridade da Jhayesiana. Cada minuto ali é um risco para sua vida.
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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 2:57 pm

Soltei o ar que prendia de uma só vez, vendo que aquilo ia ser mais difícil do que eu pensava. Guardei minha alma, pegando a faca com a mão direita. Minha respiração agora era quase um suave suspiro, de forma que eu pudesse me concentrar nos sons e inalasse o menos possível da fumaça.

Usei a parede para me guiar enquanto seguia andando com passos leves para o lado. A mão da faca estava na altura do meu rosto, de forma que eu pudesse move-la bem e bloqueasse a fumaça. Minhas mãos procuravam uma luz de emergência na parede conforme prosseguia. Meus sentidos continuavam atentos a qualquer movimento estranho.
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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 3:39 pm

Em meio a escuridão, ainda que Morgka seja cautelosa, ela está completamente perdida. Mal sabe a moça que seu anfitrião preparou muito mais surpresas para aquele encontro tão aguardado, e que ele não acabaria tão rápido assim.

O pé que anda a frente subitamente toca um leve fio de aço, fino demais para que a desatenta assassina note. Quando ela força o passo para cima deste ele rompe, fazendo com que ela pise em falso e caia diretamente no chão. Como se não fosse o suficiente, ela toca agora o chão molhado com um líquido que toma conta de suas mãos e parte do rosto. O cheiro metálico não engana: é sangue.

Hoje uma nave de extração da aliança encontrou os destroços de um transporte clandestino sobrevoando Khast. A maior parte da tripulação está morta e existem sinais claros de luta, mas não se sabe ao certo o que ocasionou a confusão toda. A identificação do transporte é 5512J, e os oficiais aguardam qualquer depoimento que possa dizer mais sobre o caso. O único sobrevivente do ataque é um pequeno garoto humano, mas este está bastante debilitado e com cicatrizes permanentes no rosto.


O audiolog toca repentinamente após alguns segundos. Para Morgka especificamente, o código mencionado na identificação do transporte é muito familiar e a faz lembrar de seu passado.
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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 3:52 pm

Durante a queda afastei meu braço direito para que não acabasse me ferindo com a faca. Isso me fez cair de braços abertos no chão. Xinguei em voz baixa, querendo muito chutar ou esfaquear alguma coisa por pura raiva. Me levantei, ficando de quatro e depois de joelhos no chão. Ouvi o áudio, sem entender muita coisa na primeira vez. Então me levantei de uma vez, procurando novamente me apoiar na parede. Eu estava deixando algo passar, algo que estava claramente atrasando meu tempo de reação para toda aquela situação.

Alguma coisa naquilo tudo me era familiar, pensei no que a velha disse, sobre ter resgatado Hoeu. Obviamente ele era a criança da qual estava sendo falado no áudio. E tinha a numeração do transporte. Senti meu estomago revirar com força, nada do que vinha do meu passado podia ser algo bom e nesse momento pude sentir o coração em meu peito acelerar a ponto de me incomodar. O que eu estava perdendo? Com a mão livre da faca, limpei o sangue do rosto com um movimento brusco. Até então eu sabia que estava irritada, mas a ansiedade estava tomando seu lugar lentamente. Voltei a ficar perto da parede e a andar, segurando a faca mais firme do que nunca e; mesmo que meus pensamentos estivessem trabalhando na busca de encaixar as peças fragmentadas que me eram dadas, mantendo minha atenção no que acontecia ao meu redor.
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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 4:03 pm

Por se guiar na parede, Morgka pode sentir uma haste de ferro nesta, que tem o propósito de erguer uma armadilha na altura da cabeça da assassina. Com isso, ela pode facilmente evitar o truque ao se abaixar um pouco. O mais estranho é que tal armadilha tem o tamanho exato da cabeça da Jhayesiana.

Por sorte, Morgka evita o que quer que fosse que fosse a impedir de continuar. No momento que ultrapassa o obstáculo, porém, um novo audiolog soa no ambiente. Dessa vez a gravação parece mais pessoal, como se fossem as anotações de alguém e não uma notícia como o áudio anterior.

O misterioso garoto resgatado tem poucas memórias sobre sua vida anterior. O mais estranho é que na manhã passada ele acordou completamente mudo e com um corte na região da traqueia, o que eu tenho certeza que não estava presente no dia em que o resgatamos. Antes ele passava o tempo todo murmurando coisas sobre a morte de seus pais, e que a única família ainda viva é uma meia-irmã.

De qualquer maneira, uma rica madame já está interessada em acolher o jovem. Provavelmente é apenas pelo status que adotar um órfão ferido pode trazer, mas não temos mais o que fazer com ele.
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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 4:19 pm

Encarei meio incrédula a armadilha. Não é como se ninguém soubesse meu rosto, mas a divulgação de imagens minhas era praticamente escassa e dificilmente atribuída ao meu nume de assassina. Mesmo assim aquela sala, ao que me parecia, estava montada e me esperando. Eu, especificamente. Engoli em seco, desviando e prosseguindo enquanto escutava o áudio, me mantendo duas vezes mais atenta.

Uma parte do áudio me fez travar. Estreitei os olhos em meio a escuridão, como se pudesse ver algo. Meia irmã? E então ele não era mudo desde o tal acidente? Dei uma risada de desprezo ao ouvir a última frase. Com o tiro de mais cedo, não tinha espaço para segundas interpretações. Hoeu matou a tal velha, e ela foi completamente manipulada por ele. Tal pensamento me fez morder a bochecha, pois eu estava no pacote também.

Balancei a cabeça, voltando a me concentrar na caminhada e nas informações que estavam sendo jogadas.
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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 4:38 pm

Com cuidado e paciência, Morgka chega a um chão completamente escorregadio. Se não estivesse tão atenta no caminho ela certamente cairia de novo ali, mas conseguiu manter-se firme com sucesso. O problema, porém, é que a assassina sente-se cada vez mais tonta na medida em que avança. A fumaça certamente chegou ao seu cérebro.

O cheiro horrível do gás não é mais predominante. O que se faz presente no entanto é o característico odor metálico de sangue, espalhado em todo lugar daquele quarto onde ela está agora, sendo o líquido provavelmente o que faz o chão estar tão escorregadio. O pior de tudo é que conforme ela avança, um choro baixo e alguns gemidos de dor se aproximam.

... T-Te-Termine seu c-contrato... Morgka. Honre nossa v-verdadeira família.

O audiolog parece bem mais nítido, indicando que foi gravado com uma tecnologia mais atual que os anteriores. Além disso, a julgar pelos gemidos e pela respiração do interlocutor da gravação, ele fora gravado recentemente e a voz pertence à própria pessoa cujo choro é ouvido por Morgka desde que esta entrou no apartamento.

Subitamente, um pequeno abajur se acende e revela uma visão aterrorizante: um corpo estirado na parede, amarrado com as duas mãos erguidas num ventilador. A meia luz, são visíveis vários cortes no corpo desnudo e gordo da vítima, que ainda está viva e amordaçada, pedindo socorro através de sua pupila trêmula e de seus lamentos abafados pela mordaça.

Naire Dassana soa e sangra ao mesmo tempo, apenas para que os dois fluidos se misturem e cubram seu corpo quase que por inteiro. Pela sua experiência, Morgka sabe que ele não foi atingido em nenhum golpe vital e que todos os cortes tem unicamente a intenção de fazê-lo sangrar e sofrer.
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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 4:49 pm

Novamente vi meu corpo paralisado. Mas desta vez nem mesmo a luz e a cena a minha frente foram capazes de me trazer de volta para a realidade. Eu nunca contei meu nome verdadeiro para ninguém. Apenas os tripulantes daquela maldita nave me chamavam assim. Num acesso de fúria, peguei uma cadeira que estava ali perto e finquei no chão ao lado do corpo obeso com força desnecessária. Assim que subi, retirei a mordaça do homem e agarrei a corda com força para começar a corta-la.

Vamos lá free willy, desembucha. Essa merda desse teatro já está me dando nos nervos. Quem é você? O que você quer? Onde ouviu esse nome? Se não contar eu vou terminar de te fatiar como se fosse fatias de bacon.
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Ariete

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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 4:56 pm

Antes que pudesse responder qualquer coisa, o gordo virou a cabeça para o lado e expeliu uma grande quantidade de sangue pela boca. Depois de tossir mais algumas vezes, ele une forças para erguer a cabeça e olhar nos olhos da Jhayesiana. Seu semblante clama por misericórdia por parte da assassina.

― Ele é louco! Eu não sei de nada, EU JURO! Fui obrigado a gravar aquilo... pelo amor de deus, tenha misericórdia! ― Ele clama, desesperado. Sua voz está rouca pelo longo tempo sem falar nada, e sua pele já está mais branca do que o normal pela perda excessiva de sangue.
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Trinity

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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 5:07 pm

Continuei cerrando a corda até que ela arrebentasse, dando pouca importância para a queda do homem. Minha testa enrugou enquanto eu pensava. ― Ele te obrigou...? Ai não. ― Como se eu já não fosse branca o suficiente, pude sentir o sangue deixando meu rosto enquanto segui até a porta.

Num novo acesso e fúria com um toque de desespero, chutei a porta repetidas vezes. ― Abre essa merda! Me encare de frente como um homem ao invés e continuar com esses joguinhos. EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AI!
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Z’entrax

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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 5:10 pm

*No quarto arrumando as coisas que foram pedidas por Trinity para poderem ir embora dali com tudo devidamente preparado, Z'entrax seguia monitorando tudo ao mesmo tempo até notar que sua manopla começava a fazer sons peculiares como se estivesse o alertando de alguma coisa. Tendo sua atenção chamada pelo item, o rapaz olhou para ele e notou que sua parceira havia sumido dali provavelmente entrando no lugar que ela mesma havia dito mais cedo e ele apenas não respondeu de imediato por estar verificando outras coisas para ver se estava tudo limpo para que esta saisse de lá com toda a segurança*

-Ok. *No momento em que foi mandar a mensagem para questionar o que estava havendo, a mensagem de erro sinalizou que o dispositivo da mulher estava totalmente indisponível como se algo estivesse interferindo e percebendo que isso era um péssimo sinal, ele ainda assim aguardou por confiar nas habilidades da mercenária e já desconfiar que ela havia passado por coisas piores que aquela e que provavelmente tinha tudo sob controle*

-Câmeras ok, plantas ok, carros ok, agora so esperar...
*Disse e então esperou fazendo suas coisas como tomar banho, comer alguma coisa e fazer o que mais fosse necessário até que recebeu uma nova mensagem enquanto se trocava olhando para ela e percebendo que era um arquivo de audio ao qual escutou e suspirou pesadamente*

-Eu devia ter ficado em casa... Senhorita Rhyss Larren, espere aqui, eu já volto.
*Vestiu então seu traje superior que faltava e endireitou todo seu visual de empresário o que incluía seu relógio de pulso prateado no maior estilo Rolex. De cabelo penteado e totalmente no clima para ir resgatar -ou não- Trinity, Z'entrax então seguiu caminho até a empresa que não era lá tão longe dali e graças pedindo auxilio de um taxi para chegar mais rapido*

-Vou descontar isso do pagamento dela... -Nome do lugar aqui- por favor. *Entrou então no veiculo e esperou para poder chegar ao lugar olhando pela janela carregando uma maleta consigo para caso fosse precisar de mais algum acessório ou outro para poder ajuda-lo naquela pequena missão secundária*

-Obrigado. *Agradeceu ao motorista e saiu do veiculo ajeitando sua gravata e seguindo até a empresa começando a digitar algumas coisas em sua manopla ao qual surgiu quando ele puxou sua manga para poder ve-la melhor. Ali ele hackeava o sistema com o que fosse necessário para deixar claro que ele havia sido chamado para estar ali para resolver os problemas envolvendo aquela empresa e que todos deviam seguir seus comandos a partir de tal*

-Boa tarde, sou o Agente Silver. *Nem precisava falar mais do que isso já que todos haviam recebido o comunicado falso de que ele estaria ali em breve, logo, todo mundo sabia quem era ele, só não exatamente o que havia vindo fazer já que tudo ficou bem "sigiloso", porém, era de saber comum que era para se seguir as ordens daquele homem que buscando disfarçar um pouco sua aparência estava usando óculos escuros e cabelo penteado para trás -Sendo que normalmente o usa para baixo- tendo uns dois fios soltos dando um "Q" a mais no visual. Ele que então seguiu até o elevador para poder ir direto para onde queria e chegando lá apenas foi se guiando pelo visor de seus óculos até o caminho que Trinity havia feito e o lugar onde havia a perdido*
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Ariete

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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 5:12 pm

O homem desesperado também não se importa com a queda, apenas com sua liberdade. Seus pulsos já estão roxos pelo tempo que ficou pendurado e o ar, mesmo que tóxico, é mais respirável sem a mordaça. Seu primeiro instinto é procurar seu dispositivo para ligar para alguém, mas não pode encontrar nada em meio a baixa luz.

― Céus, estamos presos! Eu preciso de atendimento médico!!!

Ao mesmo tempo, Morgka começa a sentir uma forte tontura. Diversas vezes enquanto caminha até a porta a assassina pode sentir que quase tropeça mesmo em uma caminhada retilínea. Em resposta ao protesto dela, porém, o audiolog se repete.

... T-Te-Termine seu c-contrato... Morgka. Honre nossa v-verdadeira família.
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Ariete

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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 5:16 pm

― Boa tarde, agente Silver. ― Diz a jovem recepcionista, vislumbrada pela beleza do jovem. ― Recebemos o aviso de que o senhor viria. A minha senha para os elevadores é esta, caso o senhor precise. ― Ela responde com uma piscadela, entregando a ele um cartãozinho com uma senha anotada e um aparente número de telefone embaixo.

Z'entrax pode ver os funcionários todos reunidos em uma contagem no caminho, mas logo foram dispensados. Já é 12:00 e em breve todos estarão espalhados por todos os corredores. Ao mesmo tempo, Morgka está a beira de um desmaio na cobertura.
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Z’entrax

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MensagemAssunto: Re: Nebula - Trinity   Dom Set 30, 2018 5:22 pm

*Seguindo o caminho até onde Trinity estava, o rapaz olhou para a senha e numero de telefone que estavam ali, bem, talvez fossem uteis no futuro, afinal, um a mais na Reconquista é um a menos na Aliança, então ligaria para ela... Quando fosse possivel, se é que lembraria. Seguindo pelos funcionarios que estavam sendo dispensados, o rapaz ajeitou seu terno estiloso e depois sua gravata reproduzindo os passos dela até onde ela havia sumido, ali seria o melhor local para começar suas buscas*

"-Vamos, preciso acha-la o quanto antes para sair daqui." *Para dar uma tranquilizada, Z'entrax sacou de uma moeda e começou a brincar com ela movendo entre os dedos, jogando ela de uma mão para a outra, equilibrando ela, girando sobre os dedos trocando assim de um para outro e assim seguia até chegar no dito local*
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